Arquivo de Novembro, 2009

Caçador barrica-se e fere dois polícias a tiro

“In Jornal de Notícias”

30NOV2009

Um caçador foi esta tarde detido em Frielas, concelho de Loures, depois de ter atingido a tiro dois dos polícias que cercavam o armazém onde se tinha barricado após ter sido surpreendido a caçar em zona habitacional.

Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, os dois polícias da esquadra de Loures foram atingidos nas pernas e conduzidos ao hospital, mas já receberam alta.

Ainda durante a manhã, a polícia foi chamada ao local por moradores, assustados com os tiros nas proximidades das suas casas.  

Abordado por dois agentes da PSP, o caçador, de cerca de 40 anos de idade e armado de uma caçadeira de 12 milímetros, recusou ser multado, fugiu e barricou-se num armazém nas proximidades, ameaçando os agentes para que não se aproximassem.  

Foram chamados reforços ao local e montado um cerco que durou mais de uma hora.  

De acordo com a mesma fonte, “foram feitos todos esforços para que se entregasse”, mas o homem acabou por ser detido à força, cerca das 12:00, já depois de ter disparado e ferido dois agentes. 

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Polícias fora da comissão para a reforma das leis penais

“In Diário de Notícias”

por Lusa 23 Novembro 2009

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, considerou hoje um “erro grave” a ausência de representantes das forças policiais na comissão para a reforma das leis penais.

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas

“Não está ninguém ligado à polícia na comissão de reforma das leis penais. Lamento, é uma falha relevante. Nós [CDS-PP] pedimos para ser ouvidos e exporemos aquilo que consideramos essencial para mudar as leis penais e passar a ter um ambiente de segurança relevante”, disse o líder centrista à saída de um encontro com os dirigentes nacionais do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP).

Paulo Portas anunciou que vai pedir para ser recebido oficialmente pelos membros da comissão, que considera ser composta “por pessoas com um pensamento penal diferente” e mais “condescendente” do que o do CDS-PP em questões de segurança.

“Pode parecer atípico, mas nós [no CDS-PP] não deixaremos de colocar o nosso ponto de vista”, disse Portas, acrescentando que o seu partido “é o único que tem das questões de segurança uma visão que lhes atribui prioridade política”

O presidente do CDS-PP defende que a reforma das leis penais e processuais penais só será eficaz se abranger um conjunto de pontos relevantes, nomeadamente “o julgamento sumário e rápido dos criminosos apanhados em flagrante delito” e a “revisão das condições da detenção fora do flagrante delito”.

Portas defende a revisão dos crimes a que se aplica a prisão preventiva, o agravamento da resposta penal aos casos de reincidência, e quer ainda dificultar a concessão de liberdade condicional nos crimes especialmente graves e muito graves, melhorando ao mesmo tempo os direitos das vítimas e alargando o apoio judiciário do Estado “aos agentes das forças de segurança que são agredidos e ameaçados”.

Estas palavras foram bem acolhidas pelo presidente do SPP, António Ramos, que disse desconhecer que a comissão para a reforma das leis penais não tem representantes das forças policiais.

“No nosso país funciona tudo assim, são [feitos] cozinhados nos gabinetes sem conhecimento de causa”, criticou o sindicalista.

António Ramos considerou “muito importante haver alguém na comissão com conhecimentos do terreno, com experiência do dia-a-dia”.

Polícia sozinho no hospital do Barreiro

“In Correio da Manhã”

 23 Novembro 2009 – 00h30

Situação, após as 20h00, desrespeita ordem da PSP e já originou agressões

Hospital do Barreiro

As Urgências Gerais e Pediátricas do Hospital do Barreiro estão a ser policiadas apenas por um polícia a partir das 20h00, ao contrário do que exige a Direcção Nacional da PSP. O isolamento já tem gerado situações de violência para com a autoridade, tendo um agente sido agredido há uma semana.

A direcção da PSP é explícita sobre o policiamento gratificado em locais de “especial complexidade”. Após as 20h00, é obrigatória a presença de pelo menos dois agentes fardados nas missões pagas por entidades externas.

No hospital do Barreiro, desde há cerca de um ano que esta ordem é desrespeitada. Fonte oficial da PSP reconheceu ao CM que isso constitui um desrespeito às ordens mas “entendeu-se que, por haver segurança privada no hospital e meios de comunicação em caso de necessidade, devia colocar-se apenas um agente após as 20h00”.

O Sindicato Unificado de Polícia (SUP) discorda.

Tiros não travam gang em fuga

“In Correio da Manhã”

 24 Novembro 2009 – 00h30

Portimão: Tentativa de assalto a supermercado

Uma tentativa de assalto a um supermercado, na Praia da Rocha, acabou em perseguição policial. Os suspeitos fugiram num BMW que fora roubado por carjacking, há alguns dias, na Grande Lisboa. No decurso da fuga, um agente da PSP correu o risco de atropelamento. Chegou a efectuar três disparos mas, mesmo assim, o gang não parou.

Eram cerca das 03h30 de ontem quando um popular ouviu “o barulho de uma porta a partir” e deu o alerta à PSP. Estava em curso uma tentativa de assalto ao supermercado AliSuper, junto à avenida Tomás Cabreira. O alvo seria uma caixa multibanco.

Rapidamente, agentes policiais deslocaram-se em várias viaturas para o local. O gang, que será constituído por cinco indivíduos (que usavam capuzes), pôs-se em fuga num BMW, em direcção à cidade de Portimão, tendo sido perseguido pelas viaturas da PSP.

Um agente apeado tentou interceptar o carro próximo da escola D. Martinho Castelo Branco, dando sinal de paragem na estrada. “Eles não só não pararam como apontaram o carro na sua direcção, o agente teve de saltar para o passeio, efectuado então um tiro para o ar e dois na direcção dos pneus”, disse ao CM fonte da PSP. O BMW seria encontrado abandonado pouco depois, próximo da avenida 25 de Abril, em Portimão, mas dos assaltantes já não havia sinais.

A PSP veio a apurar que a viatura tinha sido roubada em Lisboa. O condutor foi surpreendido por indivíduos que, sob ameaça física, o obrigaram a entregar o carro. A PSP recuperou junto ao supermercado, uma carrinha roubada em Portimão, que serviria para transportar a máquina multibanco.

José Carlos Eusébio

Polícias querem ir para a reforma aos 55 anos

“In Diário de Notícias”

por LUSA 21NOV2009

O Sindicato Unificado das Polícias, em reunião ontem realizada com o ministro da Administração Interna, voltou a pedir que a idade de reforma dos agentes se fixe nos 55 anos. Peixoto Rodrigues (na foto), dirigente daquele sindicato, sublinhou que “a aposentação é uma reinvindicação antiga dos polícias”. “Viemos novamente reiterar ao ministro que pretendemos que os polícias se aposentem aos 55 anos ou aos 36 anos de serviço. O ministro esclareceu-nos que no futuro imediato será difícil alterar o regime”, disse. Em cima da mesa, esteve também o estatuto profissional, que vai entrar em vigor a 1 de Janeiro, o sistema de avaliação da PSP e a Lei 12-A, que estabelece os regimes de vinculação, carreiras e remunerações dos trabalhadores da Função Pública e que colocou o pessoal da polícia nesse regime.

PSP dois meses sem passe da CP

“In Correio da Manhã”

21 Novembro 2009 – 00h30

Dívida: CP impede agentes de levantarem senha

Novembro foi o segundo mês consecutivo em que agentes da PSP foram impedidos de levantar a senha gratuita do passe da CP a que têm direito. Uma dívida da Direcção Nacional da Polícia, colocou-a na ‘lista negra’ de devedores à transportadora ferroviária. Tanto no corrente mês, como no anterior, a PSP acabou por regularizar a situação.

O estatuto profissional da PSP prevê que os elementos policiais têm direito a senha gratuita do passe da CP, desde que morem num raio de 50 quilómetros do local de trabalho. A Direcção Nacional da PSP tem assinado com a CP um acordo que ressarce financeiramente a transportadora deste encargo.

No entanto, tanto em Outubro como no corrente mês registaram-se vários casos de agentes que quando pretenderam levantar a senha do passe se viram impedidos. “No balcão falaram-lhes de uma ordem de serviço interna da CP que colocava a Polícia na lista de entidades impedidas de receber crédito da CP. Isto não pode acontecer”, disse ao CM Peixoto Rodrigues, presidente do Sindicato Unificado de Polícia.

À semelhança do acontecido em Outubro, a PSP regularizou a situação mal soube da dívida. “Foi um lapso interno”, disse ao CM fonte oficial. Já a CP não quis, por via oficial, confirmar a existência de uma ‘lista negra’ de devedores à empresa.

Miguel Curado

 

Perseguição da PSP fere polícias e bebé

“In Correio da Manhã”

17 Novembro 2009 – 00h30

Seixal: Agentes seguiam BMW de gang envolvido em tiroteio na Amora

Carro-patrulha ficou praticamente destruído no embate

Os três agentes já tinham sido chamados a travar dois tiroteios de gangs  rivais no Seixal, pelas 21h15 de domingo. Um na Arrentela; logo a seguir na avenida Marcos Portugal, Amora. E, neste último, por entre a confusão, uma carrinha BMW escapou a alta velocidade com um grupo armado em direcção ao Seixal. Logo atrás, o carro-patrulha da Divisão da Torre da Marinha da PSP no seu encalço – até que se envolveu num acidente com quatro automóveis, provocando cinco feridos, entre eles um bebé que seguia de carro com a mãe.

O combate à noite de violência na Margem Sul acabou assim em plena avenida Afonso Costa, também na Amora. A meio da perseguição, a condutora de um Opel Corsa não se apercebeu da marcha de urgência accionada pela PSP e virou à esquerda num cruzamento “sem assinalar a mudança de direcção”, garante fonte policial.

O carro-patrulha bateu-lhe, o condutor da PSP perdeu o controlo, despistou-se e seguiu-se um autêntico rasto de destruição. Um poste de electricidade foi arrancado e caiu sobre o passeio. Mais três carros que estavam estacionados foram atingidos pelo carro-patrulha desgovernado. Resultado: os três agentes e a outra condutora tiveram de ser transferidos para o Hospital Garcia de Orta, em Almada – enquanto um bebé de meses, filho da condutora, foi assistido no local, encontrando-se bem.

As outras quatro vítimas sofreram escoriações na cabeça e nos membros, mas já tiveram alta. Enquanto isso, o grupo armado na carrinha BMW escapou. Ao que o CM apurou, durante o dia de ontem não foram feitas quaisquer detenções.

“NÃO SEI QUEM VAI PAGAR”

Rosa Neves soube da destruição do seu Ford Fiesta pelo telefone. Regressava do funeral do irmão quando recebeu o telefonema. “Disseram-me que o nosso carro se tinha envolvido num acidente e eu fiquei sem saber o que pensar, porque sabia que o tinha deixado estacionado”, explica, incrédula. O carro da mulher de 57 anos foi um dos três apanhado pelo carro-patrulha da PSP desgovernado. “Está aqui um grande prejuízo. Já fui à esquadra e estou a tratar da coisas com o seguro. Ainda não sei quem vai pagar o prejuízo”, lamenta. Os moradores ficaram em choque. “Quando ouvi o estrondo, vim à rua para saber o que se passava. Ainda tentei ajudar alguns dos feridos, porque vi que um dos agentes tinha um golpe na cabeça e deitava sangue por um ouvido”, diz Bruno Reis. O empregado de mesa, de 33 anos, testemunhou o apoio às vítimas. “A criança de colo foi levada para a ambulância e a mãe, que estava em pior estado, foi levada ao hospital.”

Magali Pinto